Rapaz com paralisia cerebral realiza sonho de passear em viatura da PM em Baixo Guandu

Policiais souberam que o sonho do cadeirante é ser policial e resolveram fazer uma surpresa

Policiais Militares de Baixo Guandu, realizaram o sonho do cadeirante Sidney Almeida, de 34 anos, de uma forma comovente e especial. 

Liderados pelo cabo Dirceu, da 2° Companhia do município, eles levaram o rapaz para um passeio na viatura da PM, pelas ruas do bairro onde mora, na última segunda-feira (26).

Sidney tem paralisia cerebral, condição que limita alguns de seus movimentos. Ele depende da cadeira de rodas e do cuidado integral da família. Seu grande sonho é ser policial e andar numa viatura. 

Os policiais foram até a rua do rapaz e anunciaram a surpresa, chamando seu nome num alto-falante e com a sirene ligada. Ele estava empolgado e foi auxiliado pela irmão para ser colocado no interior do veículo.

"O sonho do Sidney é entrar na Polícia Militar, mas também andar de viatura e conhecer a nossa equipe. Então fomos na casa dele, realizar essa pequena homenagem. Demos uma volta de viatura com ele. Essa solicitação veio através da irmã dele, que ligou para nossa equipe e pediu para realizar esse sonho", explicou o cabo Dirceu.

O PM, em nome da companhia, agradeceu por ter feito parte desse sonho. "Uma alegria estar com ele na viatura. Foi um prazer", concluiu. O sorriso de Almeida foi prova de que a missão foi bem-sucedida.

Paixão de infância 

A irmã do cadeirante, Doriele da Silva, contou que essa paixão pela polícia e pelas forças de segurança é antiga.

"O fascínio começou quando ele era novinho. Na época, eu morava em Colatina. Ele tinha uns sete anos e eu levava ele no colo. Quando a gente ia para a fisioterapia, sempre passava pelo Tiro de Guerra, batalhão do Exército. Sidney sempre pedia pra ir mais cedo. A gente sentava com ele em um banco e ficava olhando os rapazes do Tiro de Guerra treinar", lembrou.

Espírito de aventura

Sidney Almeida, desde a infância em Colatina, desenvolveu um fascínio pelo que está ligado à vida militar ou ao cotidiano da polícia. Essa paixão de se sentir pertencente aos soldados e policiais fez que ele tivesse uma coleção de calças camufladas. 

Como um soldado que não tem medo da missão dada, ele também sempre está de olho nos eventos esportivos, principalmente esportes radicais. E não fica só na observação. 

Encarou um desafio e chegou a descer de tirolesa. Para o rapaz, limite é algo que só fica no dicionário.

Fonte: F.V.

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