Tremores em Pancas devem se repetir devido ao movimento de placas tectônicas

Avaliação é da UFES

Os constantes tremores de terras ocorridos no município de Pancas, cidade a 59 km de distância de Colatina, têm despertado interesse e preocupação dos moradores da localidade e de pesquisadores. 

Segundo uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), os tremores podem estar relacionados aos movimentos das placas tectônicas.

Segundo a professora da Ufes Luiza Bricalli, doutora em Geologia, os motivos desses eventos sísmicos no Espírito Santo podem estar relacionados a vários aspectos. Dentre eles, está a movimentação das placas tectônicas da crosta terrestre. 

Ela explicou que o Estado tem algumas particularidades, como estar localizado em cima de um conjunto de falhas geológicas. 

“Temos uma feição tectônica, a mais importante do Espírito Santo, que começa em Vitória, passa por Colatina, Pancas e vai até Minas Gerais”, destacou ela. 

A doutora em Geologia explicou que por estarmos na compressão da placa Sul-Americana, devido à própria movimentação das placas tectônicas, das falhas transcorrentes da dorsal mesotlântica (deslocamento), que se prolongam para o continente e falhas geológicas locais, os tremores podem se repetir. 

“É uma feição móvel e os tremores podem acontecer de novo, em Pancas ou em outras regiões do estado. As placas estão em constante movimentações. Eles só não são intensos e fortes porque estamos longe do limite da placa. Quando mais perto do limite, maiores os tremores, semelhantes aos que acontecem em outros países”, destacou. 

O que fazer durante os tremores de terra

A professora Luiza Bricalli orientou que em casos de tremores, a população deve acionar a Defesa Civil (27) 3194-3652 ou Corpo de Bombeiros, 193. 

“A gente pede para ficar em local mais aberto, jamais pegar elevador e nunca ficar perto de objetivos instáveis. Dificilmente uma parede vai cair, mas pode rachar”, alertou ela. 

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